domingo, 1 de março de 2009

O designer e o taxista: onde está a crise?

Esta noite voltando para a casa tomei um táxi. Vim conversando com o taxista no caminho a respeito do movimento, carnaval, etc. Até que pensei: como será que ele está percebendo a crise econômica? Afinal de contas, um taxista convive com muita gente no dia-a-dia e trabalha com algo que pode ser muito afetado pela mudança de comportamento das pessoas, principalmente quando elas resolvem economizar.

Perguntei a ele e para minha surpresa: nada. O carnaval sim foi ruim para ele. Ninguém em Belo Horizonte, ruas vazias, poucos passageiros. Solução: viajar também. E a crise? Apenas comentários sobre aumento de casos de súcidio, casos de banqueiros e "apostadores" de bolsas de valores que perderam muito dinheiro. Nada além do mundo "virtual" e um pouco distante da nossa realidade.

Daí comecei a pensar: também não senti nenhum sintoma da crise no meu dia-a-dia a não ser as notícias que leio na Gazeta Mercantil e na Época Negócios que se tornaram praticamente sobre um mesmo assunto. E fiquei muito curioso. Como está o design frente a crise econômica?



Lendo um pouco sobre o assunto pude observar algumas coisas. Fora a crise no mercado editorial dos Estados Unidos que é bem real, as opiniões de dividem. Ou dizem que o design ama a depressão ou que odeia.

Enquanto alguns defendem que o momento é bom para o design porque é a hora que as empresas investem em inovação, diferenciação e o design é a ferramenta da vez para estes fins, outros acreditam que não. O design sofre, assim como todas as disciplinas humanistícas.

E aí, qual é a sua opinião?

Seguem abaixo dois links com as posições divergentes:

NY Time - Design Loves a Depression
Design Observer - Design Hates a Depression

2 comentários:

Lívia Aguiar disse...

A crise acabou com meu estágio... paia, né?


o que me amedronta são os tais "desaparecimentos de empregos" rs

Blog Novos Ares disse...

Também acho paia. Empregos desaparecem... e reaparecem... quando o medo vai embora.