segunda-feira, 16 de março de 2009

Chegou onde faltava.



Não é novidade pra ninguém que produtos massificados já não despertam tanto a atenção dos consumidores. Isso porque, hoje, entre consumidor e marcas há algo diferente: identificação. Elas o auxiliam a estabelecer seu estilo.

Produtos customizáveis foram muito bem recebidos devido a isto. Nada mais desejado do que ter um produto único, com sua personalidade. Suas escolhas.

Hoje, vendo o Manhattan Connection, vi aquilo que na minha opinião era uma ausência incrível dentre os produtos customizáveis. Um laboratório que permite aos clientes criarem seus perfumes a partir da escolha de fragrâncias, podendo inclusive personalizar o rótulo. Le Labo, criação de Fabrice e Edouard, é uma experiência que pode revolucionar a perfumaria mundial. Segundo site da empresa, os outros perfumes são produzidos em larga escala, vendidos em locais que parecem supermercados, e ainda tentam convencer os consumidores - através de campanhas publicitárias - que eles são únicos. Mesmo com milhares ou milhões exalando ao redor do mundo o mesmo perfume.

Parando para pensar... Uma das coisas que nos torna reconhecíveis para as pessoas é o nosso cheiro. O perfume é utilizado para marcar, criar identidade, estabelecer a presença. Então se ele for único, a experiência não se torna muito mais real?

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ouvindo o outro lado.

O novo modelo de comunicação em que novos atores participam do processo, na internet, ganhou o nome de web 2.0. O qual vem sendo substituído por "mídias sociais" já por muitos especialistas e blogueiros. Esse modelo, de orkuts, twitters, facebooks e wikipedias, faz com que as pessoas se apropriem do espaço e gerem conteúdo, informação e interajam.

O legal disso é que muitas empresas já tem percebido a oportunidade única escondida por trás destas ferramentas: ouvir o outro lado. Afinal, nem todo mundo liga para o SAC, fala com o atendente online ou dá retornos espontâneos às empresas. Mesmo que algo dê errado ou que o produto venha estragado. E no caso das mídias sociais, mesmo que seja em 140 caracteres [caso do twitter] há muito a se aprender com o que as pessoas dizem.



Prova disso é o Telegraph - jornal inglês - que adotou pela primeira vez o Twitter em seu telão [onde normalmente são transmitidos canais de notícias] para obter informações no fim do mês passado sobre a queda de um avião na Holanda. Isso foi feito através do Twitterfall, um aplicativo que permite acompanhar o que as pessoas estão dizendo sobre um determinado tema.

E aí, não é útil a uma empresa saber o que estão dizendo sobre ela? E o melhor: pode ser bem fácil. Basta estar atento para ouvir o outro lado.

Com auxílio de Tiago Dória Weblog

terça-feira, 3 de março de 2009

Idéias de negócios para mentes empreendedoras



Isso é Springwise. Um site formado por 5 profissionais e mais de 8.000 colaboradores espalhados por 70 países ao redor do globo. Seu objetivo é rastrear as propostas mais promissoras de negócios, idéias e conceitos, para que possam ser adaptadas a outras realidades, expandidas, internacionalizadas ou para que recebam investimentos ou parcerias.

As idéias são separadas por categorias como: Automotive, Eco & Sustainability, Style & Design, Transportation, etc.



Vale a pena dar uma olhada, aparecem boas idéias por lá. Inspiração constante.

domingo, 1 de março de 2009

O designer e o taxista: onde está a crise?

Esta noite voltando para a casa tomei um táxi. Vim conversando com o taxista no caminho a respeito do movimento, carnaval, etc. Até que pensei: como será que ele está percebendo a crise econômica? Afinal de contas, um taxista convive com muita gente no dia-a-dia e trabalha com algo que pode ser muito afetado pela mudança de comportamento das pessoas, principalmente quando elas resolvem economizar.

Perguntei a ele e para minha surpresa: nada. O carnaval sim foi ruim para ele. Ninguém em Belo Horizonte, ruas vazias, poucos passageiros. Solução: viajar também. E a crise? Apenas comentários sobre aumento de casos de súcidio, casos de banqueiros e "apostadores" de bolsas de valores que perderam muito dinheiro. Nada além do mundo "virtual" e um pouco distante da nossa realidade.

Daí comecei a pensar: também não senti nenhum sintoma da crise no meu dia-a-dia a não ser as notícias que leio na Gazeta Mercantil e na Época Negócios que se tornaram praticamente sobre um mesmo assunto. E fiquei muito curioso. Como está o design frente a crise econômica?



Lendo um pouco sobre o assunto pude observar algumas coisas. Fora a crise no mercado editorial dos Estados Unidos que é bem real, as opiniões de dividem. Ou dizem que o design ama a depressão ou que odeia.

Enquanto alguns defendem que o momento é bom para o design porque é a hora que as empresas investem em inovação, diferenciação e o design é a ferramenta da vez para estes fins, outros acreditam que não. O design sofre, assim como todas as disciplinas humanistícas.

E aí, qual é a sua opinião?

Seguem abaixo dois links com as posições divergentes:

NY Time - Design Loves a Depression
Design Observer - Design Hates a Depression